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Caos na Saúde

Reportagem do SBT mostra caos da saúde em Manaus e descreve como 'Mundo angustiante'

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Foto: Reprodução / TV Em Tempo Foto: Reprodução / TV Em Tempo
Foto: Reprodução / TV Em Tempo

Foi exibida na noite desta segunda-feira (27), uma reportagem do SBT, com o jornalista Roberto Cabrini, que relatou o caos que Manaus vive durante a pandemia do novo coronavírus. Ele descreveu as cenas vistas em hospitais como 'mundo angustiante'.

O jornalista visitou o hospital 28 de Agosto, no bairro do Adrianópolis e mostrou a realidade de profissionais da saúde, que segundo uma enfermeira, estão sem receber há 4 meses, precisam tirar os equipamentos de proteção do próprio bolso e estão com carga horária exaustiva. Além dos problemas financeiros e de contaminação, os profissionais lutam também com a fragilidade emocional, ao presenciarem tantas mortes.

A estrutura do hospital foi outra questão explorada; não há alas separadas para casos suspeitos e confirmados para a Covid-19. Corpos são colocados no chão de Containers, equipamentos de cargas que já haviam sido instalados em 4 hospitais de Manaus antes mesmo do sistema entrar em colapso.

Nas Unidades de Terapia Intensiva, o fluxo é grande, mas segundo os enfermeiros, há mais pessoas que se recuperam do que vão a óbito.

Nos cemitérios, que tiveram quatro vezes mais enterros por dia do que em janeiro deste ano, famílias questionavam sobre parentes que não haviam sido confirmados com o Coronavírus, mas que estavam sendo enterrados com as vítimas da doença, em valas.

Roberto Cabrini foi até espaços públicos da cidade e presenciou dezenas de pessoas que não respeitam as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS), como manter distância de pelo menos dois metros, evitar aglomeração e usar máscaras de proteção. Na feira da Betânia, na Zona Sul de Manaus, um feirante chegou a confirmar que não ia aderir o uso de máscaras porque 'não queria'.

Suposto superfaturamento

O governador do Amazonas, Wilson Lima, recebeu o jornalista para falar sobre as denúncias de um suposto superfaturamento em aparelhos. Cabrini perguntou a Wilson sobre a motivação de ter comprado respiradores de uma loja de vinhos, no dia 8 de abril de 2020, com o valor quatro vezes mais caro do que os vendidos no comércio nacional e importado, e com a dispensa de licitação; Lima explicou que a loja é autorizada a vender equipamentos de saúde e que realizou as compras de imediato porque o estado precisava com urgência. O Ministério Público de Contas apura o suposto superfaturamento.

O presidente do Sindicato dos Médicos do Estado do Amazonas (Simeam), Mário Vianna, também foi entrevistado e disse que o governador pode acabar cometendo um genocídio, uma vez que os equipamentos comprados não são os indicados para pacientes em estado grave; Wilson informou que fez as compras porque seriam equipamentos que podem ser levados com mais facilidade para o interior do Amazonas, se for preciso.

Além dos respiradores, o valor do aluguel do hospital também foi denunciado.

O jornalista finalizou a edição do Conexão Repórter, orientando que os manauaras façam o uso de máscaras de proteção, que é uma das principais ferramentas para evitar contaminação, e que os mortos não devem virar estatísticas, pois cada vítima tem uma biografia que precisa ser preservada.




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